A VARANDA DO FRANGIPANI MIA COUTO PDF

It is daft, but I shall attempt to outline briefly the plot of this phantasmagorical tale that makes the most ardent proponents of magical realism seem like champions of formal nineteenth-century European literary naturalism in comparison. Most simplistically, one can view this novel as a "whodunit. Naita has been sent to investigate the murder of the local administrator, a man of brutal temperment, lascivious behavior, and corrupt practices. The young officer is baffled and, as his time for departure nears, he is warned that his own impending death has been foretold. Instead we are introduced to a cosmology that astounds and befuddles not only the detective but the reader as well.

Author:Doujind Kajishura
Country:Burkina Faso
Language:English (Spanish)
Genre:Politics
Published (Last):10 April 2017
Pages:342
PDF File Size:10.33 Mb
ePub File Size:16.32 Mb
ISBN:995-6-27903-868-2
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Falei assim, naquela tarde. Aqui me chamam Xidimingo. Ganhei afecto desse rebaptismo: um nome assim evita canseira de me lembrar de mim. Se quer saber, lhe conto. E que tempos foram esses! Voltou para Portugal.

Mas nunca poderia partir para uma nova vida. Converso-lhe, lengalengo-lhe? E o pensar, inspector. Eu encolhi os ombros. Sempre que olhava as traseiras da fortaleza eu via a savana a perder as vistas. E nos vaza de maneira inversa: enchendo-nos de alma.

Para que eles percam a eternidade. Para que saiam de mim. Estava onde? Na despedida de minha antiga esposa. Apenas as cansadas pernas, certas vezes, me inconvinham.

Mas os olhos andorinhavam o horizonte, compensando as dores da idade. Emborco dessas bebidas deles, tradicionais, e me deixo zululuar. Falo muito do mar? Vivo no mar mas estou sempre de regresso ao lugar da minha origem, vencendo a corrente, saltando cascata.

Todos negros. Eu desfiava aquela conversa sozinho. Eram as flores do frangipani. Como se me tivesse parenteado com a terra. Como se quem florescesse fosse eu mesmo. O tipo riu-se, ombros hasteados: — Queres mesmo morrer, velho?

Aquilo me arranhou, fossem palavras proferidas por garganta de bicho. Fiquei surpreso, inesperado: o sacana nos deixava, assim? E de que maneira ele se retirava? Se apurava em me magoar: — E sabe que mais, velho? Vou levar comigo a minha mulher. Heim, vou carregar Ernestina. Eu me prescindi. Vasto me convidava para raivas e disputas. Recordei os tantos castigos recebidos nesses anos.

Como pode ser? Os bafos do satanhoco me salpingavam. Um desfile de insultos se estribilhou da boca dele. Me segurou as orelhas e me cuspiu na cara. Foi saindo de cima de mim e se afastou.

Me puxou para o assento de pedra. Ernestina me passou os dedos pelos cabelos. Aspirei o ar em volta: nenhum cheiro me chegou.

Era eu que inventava os perfumes dela? Ele precisa de o maltratar. Alisei compostura em meu fato de domingo. Para mim todos os dias tinham sabor de domingo. Talvez eu quisesse apressar o tempo que me restava.

De quem? Juro, inspector. Me sabe bem estar longe de todos os meus. Eu sei o que vai dizer. Ou simplesmente mutou-se, deixou de se ver? Termino, inspector. Assassinei o director do asilo.

Percebi, por fim. O seu rosto estava marcado, tingido de ter sido sovado. Ela desviou o rosto. Ela era todas as mulheres, todos os homens que foram derrotados pela vida. Simplesmente, esperei pela noite. Ser todo de uma vida. Me deixe, inspector, que eu acabei de morrer um bocadinho. Todos os direitos reservados.

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A Varanda do Frangipani [Resenha]

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