ASSIM FALAVA ZARATUSTRA PDF

But all joy wants eternity— Wants deep, wants deep eternity. English translators Thomas Common and R. Hollingdale use superman, while Kaufmann uses overman, and Parkes uses overhuman. Expounding these concepts, Zarathustra declares: "I teach you the overman. Man is something that shall be overcome.

Author:Grolrajas Fenribar
Country:Republic of Macedonia
Language:English (Spanish)
Genre:Career
Published (Last):16 July 2012
Pages:455
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ISBN:112-4-45667-993-2
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Durante dez anos gozou por lб do seu espнrito e da sua soledade sem se cansar. Que seria da tua felicidade se te faltassem aqueles a quem iluminas? Faz dez anos que te abeiras da minha caverna, e, sem mim, sem a minha бguia e a minha serpente, haver-te-ias cansado da tua luz e deste caminho.

Nуs, porйm, esperбvamos-te todas as manhгs, tomбvamos-te o supйrfluo e bemdizнamos-te. Pois bem: jб estou tгo enfastiado da minha sabedoria, como a abelha que acumulasse demasiado mel. Necessito mгos que se estendam para mim. Quisera dar e repartir atй que os sбbios tornassem a gozar da sua loucura e os pobres da sua riqueza.

Por isso devo descer аs profundidades, como tu pela noite, astro exuberante de riqueza quando transpхes o mar para levar a tua luz ao mundo inferior. Eu devo descer, como tu, segundo dizem os homens a quem me quero dirigir. Abenзoa-me, pois, olho afбvel, que podes ver sem inveja atй uma felicidade demasiado grande! Abenзoa a taзa que quer transbordar, para que dela manem as douradas бguas, levando a todos os lбbios o reflexo da tua alegria! Assim principiou o caso de Zaratustra.

II Zaratustra desceu sozinho das montanhas sem encontrar ninguйm. Ao chegar aos bosques deparou-se-lhe de repente um velho de cabelos brancos que saнra da sua santa cabana para procurar raнzes na selva. Chamava-se Zaratustra, mas mudou. Nesse tempo levava as suas cinzas para a montanha. Quererб levar hoje o seu fogo para os vales? Nгo terб medo do castigo que se reserva aos incendiбrios?

Sim; reconheзo Zaratustra. O seu olhar, porйm, e a sua boca nгo revelam nenhum enfado. Parece que se dirige para aqui como um bailarino! Zaratustra mudou, Zaratustra tornou-se menino, Zaratustra estб acordado. Que vais fazer agora entre os que dormem? Como no mar vivias, no isolamento, e o mar te levava. Queres saltar em terra?

Queres tornar a arrastar tu mesmo o teu corpo? Nгo foi por amar demasiadamente os homens? Agora, amo a Deus; nгo amo os homens. O homem й, para mim, coisa sobremaneira incompleta. Nada lhes convirб melhor, de que quanto a ti te convenha. Eles desconfiam dos solitбrios e nгo acreditam que tenhamos forзa para dar. As nossas passadas soam solitariamente demais nas ruas. E, ao ouvi-las perguntam assim como de noite, quando, deitados nas suas camas, ouvem passar um homem muito antes do alvorecer: Aonde irб o ladrгo?

Nгo vбs para os homens! Fica no bosque! Prefere а deles a companhia dos animais! Por que nгo queres ser como eu, urso entre os ursos, ave entre as aves? Assim louvo a Deus. Com cвnticos, lбgrimas, risos e murmъrios louvo ao Deus que й meu Deus.

Mas, deixa ver: que presente nos trazes? E assim se separaram um do outro, o velho e o homem, rindo como riem duas criaturas. Que fizestes para o superar? Atй agora todos os seres tкm apresentado alguma coisa superior a si mesmos; e vуs, quereis o refluxo desse grande fluxo, preferнs tornar ao animal, em vez de superar o homem? Que й o macaco para o homem? Uma irrisгo ou uma dolorosa vergonha.

Pois й o mesmo que deve ser o homem para Super-homem: uma irrisгo ou uma dolorosa vergonha. Percorrestes o caminho que medeia do verme ao homem, e ainda em vуs resta muito do verme. Noutro tempo fostes macaco, e hoje o homem й ainda mais macaco do que todos os macacos. Mesmo o mais sбbio de todos vуs nгo passa de uma mistura hнbrida de planta e de fantasma. Acaso vos disse eu que vos torneis planta ou fantasma? Eu anuncio-vos o Super-homem! O Super-homem й o sentido da terra.

Diga a vossa vontade: seja o Super-homem, o sentido da terra. Exorto-vos, meus irmгos, a permanecer fiйis а terra e a nгo acreditar naqueles que vos falam de esperanзas supra-terrestres. Sгo envenenadores, quer o saibam ou nгo. Sгo menosprezadores da vida, moribundos que estгo, por sua vez, envenenados, seres de quem a terra se encontra fatigada; vгo-se por uma vez!

Noutros tempos, blasfemar contra Deus era a maior das blasfкmias; mas Deus morreu, e com ele morreram tais blasfкmias. Agora, o mais espantoso й blasfemar da terra, e ter em maior conta as entranhas do impenetrбvel do que o sentido da terra.

Noutros tempos a alma olhava o corpo com desdйm, e entгo nada havia superior a esse desdйm: queria a alma um corpo fraco, horrнvel, consumido de fome! Julgava deste modo libertar-se dele e da terra. Essa mesma alma era uma alma fraca, horrivel e consumida, e para ela era um deleite a crueldade! Irmгos meus, dizei-me: que diz o vosso corpo da vossa alma? Nгo й a vossa alma, pobreza, imundнcie e conformidade lastimosa? O homem й um rio turvo.

Й preciso ser um mar para, sem se toldar, receber um rio turvo. Pois bem; eu vos anuncio o Super-homem; й ele esse mar; nele se pode abismar o vosso grande menosprezo. Qual й a maior coisa que vos pode acontecer? Que chegue a hora do grande menosprezo, a hora em que vos enfastie a vossa prуpria felicidade, de igual forma que a vossa razгo e a vossa virtude. Й pobreza, imundнcie e conformidade lastimosa.

A minha felicidade, porйm, deveria justificar a prуpria existкncia! Anda atrбs do saber como o leгo atrбs do alimento. A minha razгo й pobreza, imundнcie e conformidade lastimosa! Ainda me nгo enervou. Como estou farto do meu bem e do meu mal. Tudo isso й pobreza, imundнcie e conformidade lastimosa! Nгo vejo que eu seja fogo e carvгo! O justo, porйm, й fogo e carvгo!

Nгo й a piedade a cruz onde se crava aquele que ama os homens? Jб falaste assim? Jб gritaste assim? Nгo vos ter eu ouvido a falar assim! Nгo sгo os vossos pecados, й a vossa parcimфnia que clama ao cйu! A vossa mesquinhez atй no pecado, isso й que clama ao cйu! Onde estб, pois, o raio que vos lamba com a sua lнngua? Onde estб o delнrio que й mister inocular-vos? Й ele esse delнrio! E toda a gente se riu de Zaratustra.

Mas o danзarino da corda, julgando que tais palavras eram com ele, pфs-se a trabalhar. IV Entretanto, Zaratustra olhava a multidгo, e assombrava-se. O grande do homem й ele ser uma ponte, e nгo uma meta; o que se pode amar no homem й ele ser uma passagem e um acabamento 2.

Eu sу amo aqueles que sabem viver como que se extinguindo, porque sгo esses os que atravessam de um para outro lado. Amo os grandes desdenhosos, porque sгo os grandes adoradores, as setas do desejo ansiosas pela outra margem. Amo os que nгo procuram por detrбs das estrelas uma razгo para morrer e oferecer-se em sacrifнcio, mas se sacrificam pela terra, para que a terra pertenзa um dia ao Super-homem.

Amo o que vive para conhecer, e que quer conhecer, para que um dia viva o Super-homem, porque assim quer o seu acabamento.

Amo o que trabalha e inventa, a fim de exigir uma morada ao Super-homem e preparar para ele a terra, os animais e as plantas, porque assim quer o seu acabamento. Amo o que ama a sua virtude, porque a virtude й vontade de extinзгo e uma seta do desejo.

Amo o que nгo reserva para si uma gota do seu espнrito, mas que quer ser inteiramente o espнrito da sua virtude, porque assim atravessa a ponte como espнrito.

Amo o que faz da sua virtude a sua tendкncia e o seu destino, pois assim, por sua virtude, quererб viver ainda e deixar de viver. Amo o que nгo quer ter demasiadas virtudes.

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